quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pesquisadores de Londrina estão preocupados com a qualidade da água do Rio Tibagi

 Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão preocupados com a qualidade da água do Rio Tibagi, após a instalação da Usina de Mauá na bacia, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. Eles acreditam que o Consórcio  Energético Cruzeiro do Sul pecou em aspectos ambientais.
A professora do Departamento de Química da UEL, Maria Josefa Santos Yabe, afirmou que o fechamento da barragem faz com que parte da vegetação seja alagada. Sem conseguir respirar, as plantas morrem e começam a se decompor, prejudicando a qualidade da água.
O assunto voltou à tona, pois o nível do Rio Tibagi em Londrina está abaixo do normal. Representantes do município foram visitar a usina e tiveram a confirmação que o enchimento do lago é um dos responsáveis pela baixa. Como a bacia é usada para captação da água de Londrina, a possibilidade de diminuição da qualidade é preocupante.

João das Águas
Pesquisadores estão preocupados com a qualidade da água - João das Águas
Nível do rio está baixo

"Quando ela morre, ela vai ser degradada, vai apodrecer e para isso consome o oxigênio da água. Esse oxigênio deveria ser utilizado por outros organismos. Isso faz com que aumente a quantidade de material orgânico na água", disse à rádio CBN.
Para o professor de Biologia da UEL, José Marcelo Torezan, 70% da vegetação deveria ter sido retirada, antes do enchimento do lago. "Uma vez que você tenha decidido que vai fazer a usina, não ter tanta pressa. O negócio foi feito de uma forma afobada, tinha que ter removido todo o material cuidadosamente para evitar que fermentasse", disse.
Segundo informações da rádio CBN, os pesquisadores estimam que seriam necessários R$ 200 milhões para adotar as medidas ambientais corretas.

O Diário

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