Moradores
de Cornélio Procópio acionaram na tarde de quinta feira (29), a Polícia
Militar para registrarem Boletim de Ocorrência por omissão de socorro
contra a Santa Casa de Misericórdia. De acordo com o Cabo Roberto da PM,
três pessoas em situações e horários diferentes, chamaram os policiais
devido à falta de médicos no pronto socorro e inabilidade administrativa
do hospital municipal.
Segundo
informações, em um destes casos, um homem, morador do Estado do Mato
Grosso, que teria uma operação marcada, ao chegar a Santa Casa foi
informado que não seria possível sua internação.
Em outra
situação, uma criança deixou de ser atendida por falta de médicos,
causando indignação dos familiares que foram obrigados a procurarem uma
clínica particular depois de esperarem por horas.
Marcos
Aparecido, o pai da criança, muito revoltado cobrou da direção do
hospital uma resposta pelo péssimo atendimento da Santa Casa, o
trabalhador exige dos políticos uma ação imediata para que este problema
seja resolvido, pois os impostos são bem pagos, porém não há retorno
muito menos investimentos na saúde procopense.
Apenas
três pessoas registraram queixa, mas a falta de médicos no atendimento
de emergência atingiu várias outras pessoas que pediram ajudam dos
órgãos da imprensa local.
Conforme
relatou, o repórter Paulo Bueno da Rádio Cornélio, uma atendente
informou que alguns médicos estão em viagem e outros simplesmente faltam
ao serviço, o que é um absurdo, provando a falta de gerência do
hospital, onde o próprio diretor teve que trabalhar no atendimento de
emergência.
Não
adianta dizer que todo este caos gerou conflitos entre a população e os
atendentes do hospital, que são apenas funcionários tentando trabalhar
com a pouca infraestrutura médica emergencial que possuíam no momento,
mas todo cidadão tem o direito a saúde, está na Constituição e é Lei,
sendo obrigação do poder público garantir este direito e o povo deve
cobrar dos políticos a resolução do problema de forma competente e
eficaz.
Uma
solução viável para tentar sanar o problema, seria a permanência dos
postos médicos nos bairros em horários mais amplos, mas estes continuam
sem médicos, com remédios faltando e fecham durante os finais de semana e
feriados prolongados, obrigando os pacientes a procurarem a Santa Casa,
superlotando o pronto socorro e causando todo este conflito, que
poderia ser evitado com uma administração mais eficiente e participativa
dos problemas do município, ao que se refere à saúde.
Anuncifácil
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